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Instrumentos para medir pressão: quais são e como usar

Compilado e verificado a partir das fontes citadas, revisado pela nossa equipe editorial. · Última atualização:

O nome geral do instrumento que mede pressão é manômetro. A partir daí o nome muda conforme o que está sendo medido: a pressão atmosférica é medida pelo barômetro, a pressão arterial pelo esfigmomanômetro (o aparelho de pressão), a pressão abaixo da atmosférica pelo vacuômetro, a altitude pelo altímetro — que nada mais é do que um barômetro com a escala trocada — e a diferença entre dois pontos de um sistema pelo manômetro diferencial.

Essa é a resposta curta. O resto desta página é a resposta útil: como cada aparelho funciona por dentro, que faixa cada um cobre, por que o calibrador do posto marca psi enquanto o manômetro do aquecedor marca bar, quanto custam os modelos vendidos hoje no Brasil e o que faz uma medição de pressão dar errado.

📊 Em resumo
Nome genéricoManômetro
Pressão do arBarômetro
Abaixo da atmosferaVacuômetro
Pressão arterialEsfigmomanômetro
Unidade oficial (SI)pascal (Pa)
Pneu no Brasilpsi (libras)
Nível do mar1013,25 hPa
Regra prática1 bar ≈ 10 m de água

Qual pressão você quer medir? O nome do aparelho está aqui

O que se medeInstrumentoUnidade típica no Brasil
Gás ou líquido em recipiente fechadoManômetrobar, kgf/cm², psi
Pressão atmosféricaBarômetrohPa (mbar), mmHg
Pressão abaixo da atmosféricaVacuômetrommHg, inHg, mbar
Diferença entre dois pontosManômetro diferencialPa, mmH₂O, kPa
Pressão arterialEsfigmomanômetrommHg
Pressão dos pneusCalibrador / medidor de pneuspsi (libras), bar
Pressão estática em tubulaçãoPiezômetromca (metros de coluna de água)
AltitudeAltímetro barométricom, com referência em hPa
Profundidade na águaProfundímetrom, bar
Diferenças mínimas (filtros, dutos)MicromanômetroPa, mmH₂O

Repare que quase tudo na lista é um manômetro disfarçado. O altímetro do avião, o barômetro da estação meteorológica de mesa e o profundímetro do mergulhador medem a mesma grandeza física; muda a faixa, a referência e a escala impressa no mostrador.[1]

A pergunta clássica de prova

Em provas de física do ensino médio, ENEM e vestibulares, a pressão aparece quase sempre por dois caminhos: identificar o instrumento e aplicar a lei de Stevin no manômetro em U.[6]

Um enunciado típico: um manômetro de tubo em U, aberto para a atmosfera, é ligado a um recipiente com gás. O mercúrio sobe 20 cm no ramo aberto. Sendo a pressão atmosférica local de 76 cmHg, qual é a pressão absoluta do gás?

A conta é uma soma: 76 cmHg + 20 cmHg = 96 cmHg. Convertendo com ρgh (13.600 kg/m³ × 9,8 m/s² × 0,96 m), dá cerca de 1,28 × 10⁵ Pa, ou 1,28 bar.

O desnível de 20 cm é a pressão manométrica; o resultado de 96 cmHg é a pressão absoluta. Confundir as duas é o erro que mais custa ponto nessa questão — e, fora da escola, é o mesmo erro que aparece na oficina.

💡

Por que 76 cmHg? Torricelli inverteu um tubo cheio de mercúrio em 1643 e a coluna parou em 76 cm ao nível do mar. Não era mágica: o peso do ar acima da bacia equilibrava exatamente aquela coluna. Foi assim que nasceu o barômetro e, junto com ele, a ideia de que o ar pesa.

Pressão, em uma linha — e a tabela de unidades

Pressão é força dividida por área (p = F/A). A unidade do SI é o pascal, que equivale a 1 newton por metro quadrado. O pascal é pequeno demais para o dia a dia, por isso o Brasil convive com meia dúzia de unidades ao mesmo tempo.

UnidadeOnde apareceEquivale a
barAquecedor, compressor, hidráulica100 kPa = 14,50 psi = 1,0197 kgf/cm²
psiPneus, ar comprimido, ferramentas6,895 kPa = 0,0689 bar
kgf/cm²Indústria e manômetros antigos0,9807 bar = 14,22 psi ≈ 10 mca
hPa / mbarMeteorologia (são iguais)100 Pa; 1013,25 hPa ao nível do mar
mmHg / torrPressão arterial, vácuo133,3 Pa; 760 mmHg = 1 atm
atmFísica e química101,325 kPa = 1,01325 bar = 14,70 psi
mca (mH₂O)Bombas, encanamento, poços9,807 kPa; 10 mca ≈ 1 bar
kPaNormas técnicas e manuais1000 Pa = 0,01 bar = 0,145 psi

Duas âncoras resolvem 90% das conversões de cabeça:

  • 1013 hPa é a pressão média ao nível do mar. Abaixo de 1000 hPa, tempo instável; acima de 1020 hPa, tempo firme.
  • 1 bar ≈ 10 metros de coluna de água. Uma caixa-d’água 10 m acima do chuveiro entrega cerca de 1 bar. A 10 m de profundidade no mar, você está sob 2 bar absolutos.

E a conversão que mais se usa no posto: 1 bar ≈ 14,5 psi. Os 32 psi da etiqueta do carro são 2,2 bar.[5]

Absoluta, manométrica, diferencial e de vácuo

Esta é a parte que a maioria dos textos pula e que explica quase todo mal-entendido com pressão.

  • Pressão absoluta conta a partir do vácuo total. É o zero verdadeiro. Aparece com o sufixo abs ou bar(a).
  • Pressão manométrica (ou relativa, ou efetiva) conta a partir da pressão atmosférica local. É o que praticamente todo manômetro comum mostra: com o instrumento aberto ao ar, o ponteiro marca zero. Escreve-se bar(g), de gauge.
  • Pressão diferencial é a diferença entre dois pontos, nenhum dos quais é a atmosfera — por exemplo, antes e depois de um filtro.
  • Vácuo é pressão manométrica negativa: abaixo da atmosfera.[7]

A relação é direta: absoluta = manométrica + atmosférica.

O pneu deixa isso concreto. Se o calibrador marca 32 psi (2,2 bar), dentro do pneu existem na verdade cerca de 46,7 psi (3,2 bar) absolutos — os 2,2 bar medidos mais a atmosfera que já estava lá. O manômetro não mede o ar de dentro: mede o excesso em relação ao ar de fora. Por isso um pneu totalmente vazio marca zero e não marca 1 bar.

A mesma lógica explica por que um manômetro comum lido em Campos do Jordão e no litoral dá resultados ligeiramente diferentes para o mesmo tanque: a referência mudou.

Instrumentos mecânicos, um a um

  1. 1
    Manômetro de tubo em U. Um tubo em forma de U com líquido (mercúrio, água ou óleo). A pressão empurra o líquido de um lado e o desnível h dá a leitura direta por ρgh. Não precisa de calibração de mola, é o padrão didático e ainda serve como referência primária de baixa pressão.
  2. 2
    Piezômetro. A versão mais simples possível: um tubo vertical aberto ligado à tubulação. A água sobe até a altura correspondente à pressão estática, lida em metros de coluna de água. Só funciona para líquidos e pressões baixas — a 3 bar o tubo teria 30 metros.
  3. 3
    Tubo de Bourdon. O mecanismo do manômetro redondo que todo mundo conhece. Um tubo de seção oval curvado em C tende a se desenrolar quando pressurizado; o movimento vira giro do ponteiro por meio de um setor dentado. Cobre de cerca de 0,6 bar até 60 bar na forma em C, e chega a milhares de bar em versões helicoidais ou espirais.[[2]](https://blog.wika.com.br/know-how/manometro-com-tubo-bourdon-principio-de-funcionamento/)
  4. 4
    Manômetro de diafragma. Uma membrana metálica corrugada se deforma com a pressão. Ganha do Bourdon nas faixas baixas (a partir de dezenas de milibar), aguenta fluidos sujos, viscosos ou corrosivos e aceita selo químico — por isso domina em saneamento, alimentos e química.
  5. 5
    Manômetro de fole (bellows). Um sanfonado metálico que se estica ao ser pressurizado. Entrega bastante deslocamento com pouca pressão, o que o torna ideal para faixas muito baixas e para pressão diferencial em ar e gases — típico em ventilação e caldeiras.
  6. 6
    Barômetro de mercúrio. O tubo de Torricelli, refinado no barômetro de Fortin usado em estações meteorológicas por décadas. Precisão excelente, mas o mercúrio saiu de circulação por questão de segurança e hoje é peça de laboratório e de museu.
  7. 7
    Barômetro aneroide. Uma cápsula metálica selada e parcialmente evacuada que encolhe quando a pressão sobe. É o barômetro de parede de casa e o coração do altímetro analógico. Sem líquido, portátil e robusto — o preço é uma exatidão menor que a do mercúrio.
  8. 8
    Micromanômetro. Feito para diferenças mínimas, na casa de poucos pascals. Usa tubo inclinado (que estica a escala) ou eletrônica dedicada. É o instrumento de quem mede queda de pressão em filtro de ar-condicionado, capela de laboratório ou sala limpa.

Instrumentos eletrônicos

A eletrônica não mudou a física: continua deformando algo e medindo a deformação. O que mudou foi o tamanho do sensor e o fato de a leitura virar sinal.

Piezorresistivo (extensômetro / strain gauge). Resistores colados ou difundidos em um diafragma de silício mudam de resistência quando ele flexiona. Uma ponte de Wheatstone converte isso em tensão. É o transmissor de pressão industrial padrão, aquele que entrega 4–20 mA para o CLP — 4 mA no fundo de escala e 20 mA no topo, um esquema que denuncia rompimento de cabo porque zero corrente nunca é leitura válida.

Piezoelétrico. Cristais de quartzo geram carga elétrica quando comprimidos. Resposta rapidíssima, o que serve para explosões, injeção de combustível e pressão de combustão. Mas não mede pressão estática: a carga escoa em segundos. Serve para variação, não para valor parado.

Capacitivo. Um diafragma funciona como uma das placas de um capacitor; a distância varia com a pressão e a capacitância junto. Muito estável e sensível em baixas faixas, é a base dos melhores transmissores de pressão diferencial.

Vacuômetros Pirani e de ionização. Onde não sobra gás suficiente para empurrar um diafragma, mede-se outra coisa. O Pirani avalia quanto calor um filamento perde para o gás restante (vácuo médio); o de ionização conta íons formados no gás residual e alcança o alto vácuo, faixas em que nenhum aparelho mecânico responde.

MEMS do celular. Praticamente todo smartphone atual traz um barômetro micromecânico de poucos milímetros. É ele que ajuda o GPS a saber em que andar você está e que alimenta os aplicativos de altímetro e de tempo.

Comparativo rápido

InstrumentoPrincípioFaixa típicaOnde se usa
Tubo em UColuna de líquido0–2 barLaboratório, ensino, aferição
BourdonDeformação elástica0,6–1000 barCompressor, hidráulica, gás
DiafragmaMembrana10 mbar–40 barFluido sujo ou corrosivo
FoleSanfona metálica0–2 barVentilação, caldeira, diferencial
AneroideCápsula evacuada900–1050 hPaBarômetro doméstico, altímetro
PiezorresistivoStrain gauge0–1000 barTransmissor 4–20 mA, automação
PiezoelétricoCarga em cristalDinâmica, até kbarMotor, balística, impacto
Pirani / ionizaçãoCondutividade e íons10⁻⁹ mbar–1 mbarVácuo científico e industrial

Onde a pressão aparece na sua semana

Calibrador do posto. Marca psi (as tais “libras”). O valor certo não é 30 nem 32 por padrão: está na etiqueta da coluna da porta do motorista, às vezes na tampa do tanque ou no porta-luvas, e pode ser diferente entre eixo dianteiro e traseiro. Calibre com o pneu frio — rodar aquece o ar e infla a leitura em 3 a 5 psi. Recomendação usual: a cada 15 dias ou 500 km.

Manômetro do aquecedor a gás e da caldeira. Trabalha em bar e o ponteiro deve ficar entre 1 e 1,5 bar com o sistema frio. Abaixo disso, falta água no circuito; muito acima, a válvula de segurança abre.

Manômetro do compressor. Normalmente traz duas escalas — psi e kgf/cm² — porque a oficina brasileira fala nas duas. O manômetro do tanque e o do regulador mostram valores diferentes de propósito: um é o estoque, o outro é o que sai para a ferramenta.

Pressostato da bomba d’água. É o manômetro que decide sozinho: liga a bomba quando o sistema cai a cerca de 1,4 bar e desliga perto de 2,8 bar. Quando ele fica ligando e desligando sem parar, o problema quase nunca é o pressostato — é o pulmão hidropneumático sem ar.

Panela de pressão. A válvula mantém cerca de 0,8 a 1 bar acima da atmosfera, o que empurra a ebulição da água para perto de 117 °C a 120 °C e é exatamente por isso que o feijão cozinha em um terço do tempo.

Estação meteorológica de mesa. O número absoluto interessa menos do que a tendência: queda de 3 hPa ou mais em três horas costuma anteceder chuva e vento; subida sustentada indica tempo firme.

Aparelho de pressão arterial. A escala é mmHg por herança do esfigmomanômetro de mercúrio, e ninguém trocou porque toda a literatura médica está nessa unidade.

Profundímetro de mergulho. Um manômetro com a escala em metros: cada 10 m de água somam 1 bar.

🇵🇹

Nota para Portugal. A grafia é manómetro, barómetro, vacuómetro e esfigmomanómetro. A diferença prática está nos pneus: nas estações de serviço portuguesas a escala habitual é o bar (2,2 bar em vez de 32 psi), embora quase todos os aparelhos alternem entre as duas unidades com um botão.

Modelos e preços no Brasil

InstrumentoModelo / marcaPreçoLoja
Medidor digital de pneus, de bolsoVonder MDP 155R$ 40,45Amazon.com.br
Pistola calibradora com manômetro analógico, 220 psi, engate 1/4” NPTgenéricaR$ 36,99Amazon.com.br
Medidor digital de pneus, corpo metálicoVonder CD 150R$ 139,00Amazon.com.br
Manômetro seco 50 mm, 0–150 psi / 0–10 kgf/cm²genéricoR$ 69,99Amazon.com.br
Manômetro para compressor Y60, 0–230 psigenéricoR$ 78,35Amazon.com.br
Manômetro com glicerina 63 mm, 1/4”, 300 psi, saída verticalgenéricoR$ 120,73Amazon.com.br
Manômetro com glicerina 0–35 psi para piscina e irrigaçãoUharbourR$ 54,42Amazon.com.br
Vacuômetro analógico 63 mm, −30 inHg / −760 mmHggenéricoR$ 69,99Amazon.com.br
Vacuômetro analógico com rosca 1/8”Suryha 80150.069R$ 98,00Amazon.com.br
Manômetro digital diferencial de bolso, 36,8 kPa, 11 unidadesPasuihcayR$ 270,82Amazon.com.br
Manifold digital para refrigeração e ar-condicionadoElitech DMG-2SER$ 352,99Amazon.com.br
Manômetro diferencial digital profissional, ±39,98 kPaChusui AS511R$ 2.451,32Amazon.com.br
Estação meteorológica sem fio com barômetroCocoarmR$ 252,83Amazon.com.br
Estação meteorológica com pressão barométrica e sensor externoRaddy WF-100C LiteR$ 974,96Amazon.com.br
Medidor de pressão arterial de braçoOmron HEM-7122 Control PlusR$ 158,98Amazon.com.br
Medidor de pressão arterial de pulsoG-Tech GP400R$ 70,28Amazon.com.br
Regulador de gás com manômetro, 1,0 kg/hAliança 504/01R$ 104,90Telhanorte

Preços indicativos consultados em setembro de 2026 na Amazon.com.br e na Telhanorte. Variam por vendedor, promoção e frete.

Como escolher: sete critérios

  1. Faixa entre 25% e 75%. A pressão de trabalho deve cair no terço central da escala. Um sistema de 6 bar pede manômetro de 0–10 bar, não de 0–40 (você lê no cantinho) nem de 0–6 (a mola vive no limite e perde a calibração).
  2. Classe de exatidão. Vem em percentual do fundo de escala: A1 = ±1,0%, A2 = ±0,5%, A3 = ±0,25%. Em um manômetro de 0–10 bar, classe A1 significa até ±0,1 bar de erro em qualquer ponto da escala — inclusive perto de 1 bar, onde isso é 10% da leitura.
  3. Glicerina, se houver vibração. O enchimento amortece o ponteiro em compressores, bombas e máquinas. Sem ele, o ponteiro dança, você não lê nada e o mecanismo se desgasta em meses. A bolha de ar no visor é normal e serve para acomodar a dilatação.
  4. Rosca e posição. No Brasil predominam 1/4”, 3/8” e 1/2” NPT ou BSP — e NPT (cônica) não é intercambiável com BSP (paralela) sem adaptador. Defina também se a saída é inferior (radial) ou traseira (para painel).
  5. Material da parte molhada. Latão serve para ar e água limpa; aço inox 316 é o mínimo para produtos químicos, vapor, alimentos e ambiente salino.
  6. Absoluto ou manométrico. Processo a vácuo, embalagem e altitude pedem escala absoluta. Praticamente todo o resto usa manométrico.
  7. Analógico ou digital. O ponteiro mostra tendência de relance e não depende de bateria — melhor para acompanhar uma máquina. O digital dá resolução, troca de unidade e registro, e é a escolha quando o número precisa ir para um relatório.

Calibração e o que estraga a leitura

Manômetro é instrumento de medição, não peça decorativa: ele descalibra com o uso. As causas mais comuns:

  • Deslocamento do zero. Com o instrumento desconectado e aberto ao ar, o ponteiro tem de marcar zero. Se não marca, tudo o que ele indicar estará deslocado do mesmo tanto.
  • Efeito da temperatura. Manômetros são calibrados perto de 20 °C. Fora disso, tanto o elemento elástico quanto o fluido de enchimento mudam de comportamento; em vapor, o sifão em rabo de porco existe justamente para afastar o calor do mecanismo.
  • Erro de menisco e de paralaxe. No tubo em U, leia a tangente à curva do líquido, sempre no mesmo ponto. No mostrador redondo, olhe de frente: 15 graus de lado já mudam a leitura.
  • Altura de instalação. Um manômetro montado 2 metros acima do ponto de interesse lê cerca de 0,2 bar a menos numa linha de água. Em baixas pressões isso é erro grosseiro.
  • Periodicidade. A recomendação usual é calibração anual para instrumentos em uso contínuo, com ajuste conforme o fabricante e a criticidade do processo. Em serviço pesado, semestral.
  • Padrão de referência. A calibração compara o instrumento com um padrão em pontos distribuídos pela faixa — tipicamente 0%, 25%, 50%, 75% e 100%, subindo e descendo. O padrão clássico é a balança de peso morto (dead weight tester), que gera pressão conhecida com massas calibradas sobre um pistão de área conhecida. No Brasil, o certificado com peso legal vem de laboratório acreditado pela RBC/Inmetro.

Seis erros que quase todo mundo comete

  1. Comprar manômetro com escala larga demais. Um 0–40 bar para medir 2 bar transforma a leitura em chute.
  2. Calibrar o pneu depois de rodar. O ar quente adiciona 3 a 5 psi. A leitura sai errada e o pneu fica abaixo do ideal.
  3. Somar a atmosfera onde ela já está. Manômetro comum já mede em relação ao ar externo; acrescentar 1 bar “para dar a absoluta” só faz sentido quando a conta pede pressão absoluta.
  4. Instalar sem glicerina em linha vibrante. O instrumento morre em poucos meses e mente antes de morrer.
  5. Confundir bar com kgf/cm² como se fossem idênticos. A diferença é de 2% — irrelevante no compressor da garagem, relevante em ensaio e em laudo.
  6. Tratar o barômetro doméstico como previsão do tempo. O valor isolado diz pouco; o que informa é para onde ele está indo e com que velocidade.

Perguntas frequentes

Qual instrumento mede a pressão? O manômetro é o instrumento geral; barômetro mede pressão atmosférica, vacuômetro mede pressão abaixo da atmosférica e esfigmomanômetro mede pressão arterial.

Qual a diferença entre manômetro e barômetro? O barômetro mede a pressão do ar ao redor e não tem conexão com nenhum sistema; o manômetro mede a pressão dentro de um recipiente ou tubulação, quase sempre tomando a atmosfera como zero.

O que é pressão manométrica? É a pressão medida em relação à atmosfera local. Um manômetro aberto ao ar marca zero, então o que ele indica é o excesso sobre a pressão atmosférica.

Como transformar psi em bar? Divida por 14,5. Assim, 32 psi ≈ 2,2 bar e 100 psi ≈ 6,9 bar. No caminho inverso, multiplique os bar por 14,5.

Quantos psi devo colocar no pneu? O valor está na etiqueta da coluna da porta do motorista, na tampa do tanque ou no manual, e pode diferir entre os eixos. Calibre sempre com o pneu frio.

Qual a pressão atmosférica ao nível do mar? 1013,25 hPa, equivalentes a 1 atm, 760 mmHg, 1,01325 bar ou 14,7 psi. Ela cai cerca de 1 hPa a cada 8 metros de altitude.

O que é um manômetro de glicerina e quando vale a pena? É um manômetro com a caixa preenchida por glicerina, que amortece a oscilação do ponteiro. Compensa em compressores, bombas e qualquer ponto com vibração ou pulsação.

Qual a faixa ideal do manômetro para o meu sistema? Escolha uma escala em que a pressão normal de trabalho fique entre 25% e 75% do fundo, o que preserva a exatidão e a vida útil do elemento elástico.

Manômetro precisa de calibração? Sim. Para uso contínuo a recomendação usual é anual, com certificado de laboratório acreditado pela RBC/Inmetro quando a medição tem peso contratual, de segurança ou de qualidade.

O celular tem barômetro? A maioria dos smartphones atuais traz um sensor barométrico MEMS, usado para altitude, apoio ao GPS e aplicativos de tempo. Ele mede pressão atmosférica, não pressão de pneu.

Que instrumento mede vácuo? O vacuômetro. Para vácuo baixo e médio usam-se modelos mecânicos e Pirani; para alto vácuo, medidores de ionização.

Por que a panela de pressão cozinha mais rápido? Ela mantém cerca de 1 bar acima da atmosfera, o que eleva o ponto de ebulição da água para perto de 120 °C — e temperatura mais alta significa cozimento mais rápido.

Fontes

  1. Manômetro — Wikipédia
  2. WIKA Brasil — Manômetro com tubo Bourdon: princípio de funcionamento
  3. EEL-USP — Aula 3: Instrumentos de Pressão (PDF)
  4. UFPR/DEMEC — Capítulo 7: Medição de pressão (PDF)
  5. Canal Metrologia — Unidades de pressão
  6. PrePara Enem — Medidas de pressão
  7. Instrufiber — Tipos de pressão: absoluta, manométrica e diferencial
Categorias:Educação e Comunicação

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